domingo, 3 de julho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ventos em Velas

O coração revolve-se em murmúrios que doem.
Palavras preciosas escoam sem ouvidos.
Sem credo, ardentemente.
Diante do real tão sombrio, de frios e tremores,
De equilíbrio e os ventos.
Que em velas justas, postas,
Levam-me a meu destino.
Sendo o que sou,
Sendo o que penso ser,
Sendo o que me deixam ser.
Pegadas que ficaram, já se foram ou eu fui?
Não há espectadores de alguns passados
Só olhares fracos, que se somam para nada fazer.
Diante do sol que anuncia sempre uma jornada adiante e esquecimento
Não há tempo para olhar pegadas que ficaram ou eu fiquei?
Vendo o que me trouxe aqui.
Esses ventos barulhentos... para mim pareciam música.
E descuidei-me das pegadas.
O caminho de volta, não mais existe.
Prossigo com palavras preciosas que escoam.
Sem credo!
Ardentes!
Sendo o que sou, o que penso ser, e o que me deixam ser.
Velas, frios, temores, equilíbrio e ventos...
Eu fui? Eu fiquei?