terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mar e Ares

Fui ao mar com cinzas
De tudo que o tempo desfaz.
Respirar o ar carregado de vida,
Livrando-me da sujidade e não das marcas,
Com águas e ar, sangue e vontade.
Para voltar leve,
Sem intrusos que roubam a vida,
Sem ares carregados de ilusões.
Pisando o chão
Com a poesia no peito
E o abraço da amada.

SignificadO

Em ordem para ver a vida.
Sereno em dias, pleno.
Não tão serenos dias!
Como quem vê a alma das coisas,
Obscura e escondida em medo,
Em representações constantes.
Vejo em relances
Àquela beleza por trás do aparente:
Uma mulher, um pássaro, terra, plantas, mar,
Tudo que significa.
E faço algo mais que ver;
Significado, amo!
E urino no pé do muro.

Vejo

Vejo os céus, a terra e o mar
Vejo tudo em pele de gente
E não quero perder de vista
Perder a beleza de teus olhos, tua boca
Pois estou vivo no toque
Cheio dos impropérios dos pobres, feios e safados
Que não sabem nada sobre a energia e movimento de um amor
Sobre o andar encantado de uma mulher
Sobre noites entrelaçados
Sobre beber na mesma taça e umbigo
Nada sabem sobre corpo e amor
Sobre vento na face
Sobre ver céus, terra, mar e mulher

senTidoShumAnizAdos

Prefiro o cheiro, o beijo, o toque à distância; a pele ao eletrônico.
Nessas cores e fragâncias vivo, tão humano que o céu será só esse azul lindo que me unge, sem depois.
Se um depois me vier, que seja do mesmo céu azul com perfumes vários de pessoas humanas e belas.
E que deseje mais da pele sendo mais humano que besta!

Sol-Mulher

Gostaria que a cada nascer do sol
fosse aquecido pelo mesmo amor.
E, em seus braços acalentado,
como quem brinca sossegado,
cheio dessa luz desse Sol-Mulher.